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A xenofobia

Depois do intervalo a professora entra na sala e pergunta:

- Pierre, o que fizeste durante o recreio?

- Estive a brincar na areia, professora.

- Muito bem, Pierre. Se conseguires escrever no teu caderno a palavra "areia" correctamente, dou-te um Muito Bom.

O garoto escreve correctamente e a professora exclama:

- Muito bem! E agora tu, Philippe: o que é que fizeste no recreio?

- Eu também estive a brincar na areia, professora.

- Certo. Se conseguires escrever a palavra "brincar" correctamente, também te dou um Muito Bom.

O garoto escreve correctamente e a professora exclama:

- Óptimo! E tu, Ahmed? O que fizeste durante o recreio?

- Eu querria brrincar no arreia mas eles non deixarram...

- Mas que horror! Isso é uma discriminação contra um grupo étnico minoritário, com laivos de xenofobia! Olha, Ahmed, se escreveres correctamente "uma discriminação contra um grupo étnico minoritário, com laivos de xenofobia" dou-te um Muito Bom a ti também.

 

Mas afinal o que é a xenofobia?

 

Este termo designa a hostilidade manifesta aos estrangeiros.

A xenofobia tem a sua origem desde sempre, até nos animais, pois mesmo os animais não aceitam a presença de outro animais, pois aumenta a concorrência na pelo consumo de alimento essencial à sua própria tal como a do seu grupo, e também na luta pelas fêmeas.

           Já nos tempos históricos, a xenofobia foi sentimento comum a um grande nº de povos da Antiguidade, tais como Egípcios, Assírios, Fenícios e Gregos. Os primeiros somente permitiam aos estrangeiros a utilização de determinados portos para as suas transacções mercantis.

Na Grécia Antiga, só Esparta, pode dizer-se, sentiu e cultivou tal sentimento, que levou a extremos quase inconcebíveis, implantando e aplicando com todo o rigor a xenelasia. Os outros Estados gregos ou a desconheciam ou não a praticavam inclinados a praticá-la.

           Em tempos relativamente recentes, a China e o Japão recusavam-se obstinadamente a ter contacto e trato comercial com os brancos, tornando-se necessário o recurso à força para os obrigar à abertura dos seus portos.

 

           No passado e no presente ainda se registam, sobe a forma de nacionalismos exclusivistas, inspirados no mito de pureza ou de superioridade de raça e, ainda, em credos religiosos, verdadeiras formas de xenofobia.

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